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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um novo ciclo político surge em forma de esperança renovada

Por António Macedo

Com a nova Constituição, recentemente aprovada pela Assembleia Nacional e posteriormente promulgada pelo presidente da República, abre-se um novo ciclo político no país e com muitos desafios para o crescimento e respectivo desenvolvimento da nossa nação.


Desafios certamente difíceis tendo em conta a actual situação do país e fundamentalmente da nossa população que continua a enfrentar grandes dificuldades para tentar sobreviver apenas mais um dia, devido as graves carências sociais que ainda enfrenta.

Concordando ou discordando da nova Carta Magna, facto é que ela for preparada, elaborada e aprovada por uma Assembleia escolhida pelo povo e, consequentemente, a mais bem preparada para defender os interesses da nação.

Escolhida que está a nova Constituição, é chegada a hora de se deitar mãos ao trabalho, agindo e assumindo com grande sentido de responsabilidade a missão que foi confinada aos nossos políticos pelos angolanos. Existe agora a necessidade, perante o panorama actual, de se criar políticas com visão integrada e projectos sérios, aproveitando os grandes investimentos anunciados, alguns deles já concretizados, como mola impulsionadora do nosso crescimento e desenvolvimento, com especial incidência para as nossas inúmeras deficiências sociais.

A nação e os angolanos já provaram por diversas ocasiões que merecem um esforço muito maior dos nossos políticos e uma nova forma de fazer política. Uma política virada para os angolanos, trazendo uma mudança de atitude e comportamentos por parte dos nossos líderes que, de uma vez por todas, precisam pôr ao serviço do interesse colectivo o melhor das suas capacidades, mantendo sempre uma estreita e regular ligação com os angolanos, trabalhando também mais com as pessoas e para as pessoas.

Não tendo havido grandes mudanças no quadro dos nossos protagonistas, existe agora a responsabilidade de, amadurecendo na sua forma de actuar perante aqueles que acreditaram e votaram neles, tudo fazerem para não frustrar as expectativas, nem defraudar a confiança de todos os eleitores que os elegeram como seus fiéis representantes.

É necessária uma análise profunda dos nossos reais problemas colectivos e carências estruturais e motivação suficiente para fazer parte de uma grande equipa que evidencie uma enorme vontade de trabalhar para a resolução dos problemas nacionais.

Os angolanos necessitam de modelos, de heróis e de ídolos que sirvam de referência para a construção do seu próprio destino. Precisam de se rever em personagens que, com a sua atitude e comportamentos exemplares, contribuam para o desenvolvimento da Nação e que o encham de orgulho.

A realidade actual mostra que ainda existem muitos obstáculos para o desenvolvimento social. Mas, apesar de todas as dificul-dades, existe a necessidade do angolano acreditar nos seus governantes e que é possível uma sociedade mais equilibrada e justa.

É também maior o sentido de responsabilidade e espírito de cooperação que se exige às oposições para construir espaços de convergência que garantam o normal desenvolvimento de Angola e a construção de soluções para os difíceis problemas sociais e económicos do País. Precisam de propor programas credíveis e soluções para as nossas graves carências. Mas, em primeiro lugar, necessitam de trabalhar no sentido de criarem condições de credibilidade junto das massas para que realmente joguem o seu papel no novo ciclo político nacional. Uma oposição forte é sempre necessária para que possa desempenhar as suas funções de vigilante perante o poder instituído e sempre com missão de Estado.

Ser político é ser líder. E liderança depende de comunicação, flexibilidade e congruência. O político deve servir como exemplo de unidade, e deve ter consciência do seu dever para com o povo. Aqueles que são escolhidos como re-presentantes de Angola devem ser motivo de orgulho para os angolanos.

A única forma de serem realmente líderes é abraçando as suas responsabilidades com um espírito novo e esperança renovada. Será somente com espírito de missão que os nossos políticos poderão enfrentar complexos e ainda mais exigentes desafios políticos, tendo em vista a procura de soluções e a construção de respostas para o interminável objectivo de construir uma nação sólida, una e indivisível.

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